Semeia e organizações parceiras lançam manifesto em defesa do turismo de natureza
Documento busca engajar candidaturas em compromissos públicos com o turismo de natureza como estratégia de desenvolvimento e conservação
25/05/2026
Organizações do terceiro setor, coletivos e associações ligadas à conservação ambiental e ao turismo lançaram, no dia 15 de maio, durante o Fórum de Turismo de Observação de Vida Silvestre (TOVS), no Avistar, em São Paulo, o manifesto “Turismo de Natureza no Brasil: Conservação, Desenvolvimento e Orgulho Nacional”. A iniciativa busca mobilizar candidatas e candidatos dos poderes Executivo e Legislativo nas eleições de 2026 para que incorporem o turismo de natureza como pauta prioritária em seus planos de governo e assumam compromissos públicos com o fortalecimento do setor.
O manifesto reúne a adesão de dezenas organizações e entidades ligadas ao turismo, à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável. Já assinaram o documento as seguintes organizações:
- Abeta – Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura;
- Abrasparques;
- Aliança Bike;
- Braztoa;
- CNC;
- Coletivo Muda;
- Entre Parques;
- Gear Tips Outdoor;
- Grande Reserva da Mata Atlântica;
- Instituto Aupaba;
- Instituto Serra do Curral;
- Onçafari;
- Outward Bound Brasil;
- Projeto Parques Nacionais;
- Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso;
- SAVE Brasil;
- Sindepat;
- SOS Mata Atlântica;
- Associação TOVS;
- WWF Brasil.
O documento, também apresentado no dia 21 de maio no Inspira Ecoturismo 2026, fórum promovido pelo Sebrae, destaca que o turismo está entre os setores mais dinâmicos da economia brasileira. Em 2025, o Brasil recebeu cerca de 9,3 milhões de turistas internacionais, que deixaram aproximadamente USD 7,9 bilhões em receitas turísticas no país.
Dentro desse cenário, o turismo de natureza e o ecoturismo vêm se consolidando como grandes vocações nacionais. Os Parques Nacionais brasileiros, considerados territórios estratégicos para essas atividades, têm potencial para alcançar 19,7 milhões de visitas anuais até 2030, o que pode gerar aproximadamente R$ 20 bilhões em impacto econômico por ano, impulsionando oportunidades para milhares de pessoas em todas as regiões do país.
As organizações reforçam, porém, que transformar esse potencial em resultados concretos depende de decisão política, visão estratégica e integração entre políticas públicas de turismo, meio ambiente e desenvolvimento econômico.
Previamente ao lançamento do Manifesto, o Instituto Semeia também desenvolveu uma agenda com seis propostas prioritárias para fortalecer o turismo nos Parques do Brasil e posicioná-lo como vetor estratégico de desenvolvimento para o país. Entre as recomendações apontadas no documento estão:
- Integração entre as políticas de turismo, economia e meio ambiente;
- Investimentos em infraestrutura, mecanismos modernos de financiamento para os parques e outras Áreas Protegidas;
- Conexão dos Parques do Brasil às rotas turísticas;
- Fortalecimento de parcerias com o setor privado e organizações da sociedade civil;
- Realização de campanhas e programas permanentes para fortalecer o contato das pessoas com a natureza;
- Apoio na formação e capacitação de gestores ambientais, empreendedores locais e comunidades do entorno para receber melhor visitantes e turistas.