Carta Manifesto

O Brasil é a maior potência ambiental do planeta — e isso precisa deixar de ser discurso para se tornar estratégia de governo. Diversos países já compreenderam o valor estratégico de suas Áreas Protegidas, como África do Sul, Chile, Costa Rica e Estados Unidos, transformando-as em âncoras para o desenvolvimento econômico e a projeção internacional. Os parques naturais brasileiros simbolizam riqueza e representam alguns dos principais destinos de turismo de natureza do mundo, como o Parque Nacional do Iguaçu e o Parque Nacional da Tijuca. Em 2026, o país elegerá novas lideranças nacionais e estaduais — uma oportunidade decisiva para transformar esse patrimônio natural em motor de desenvolvimento sustentável, conservação ambiental e prosperidade regional.

Os Parques e outras Áreas Protegidas públicas e privadas são fundamentais para a conservação da biodiversidade e permitem a regulação do clima e a proteção dos nossos recursos hídricos. A visitação nesses espaços proporciona contato direto com a natureza, educação ambiental, lazer e reconexão em um contexto de crescente urbanização, promovendo maior bem-estar da saúde física e mental da população. Além disso, são ativos importantes para o desenvolvimento do turismo.

O turismo é um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira. Em 2025, o Brasil recebeu cerca de 9,3 milhões de turistas internacionais que deixaram no país aproximadamente USD 7,9 bilhões em receitas turísticas. No mesmo período, os Parques Nacionais registraram 13,6 milhões de visitas e sustentaram 219,6 mil postos de trabalho — números que revelam o peso crescente do turismo de natureza e do ecoturismo como vocações genuínas do país. Esse potencial pode ser ainda maior. Projeções indicam que os Parques Nacionais brasileiros têm potencial para alcançar 19,7 milhões de visitas anuais até 2030, o que pode gerar R$20 bilhões em valor agregado ao PIB por ano, impulsionando oportunidades para milhares de pessoas em todas as regiões do país por meio do fortalecimento de cadeias produtivas locais.

Transformar esse potencial em realidade exige decisão política e visão estratégica. É necessário comprometimento com a criação e a gestão adequada de Parques e outras Áreas Protegidas, estabelecer metas sustentáveis de visitação, integrar as políticas de economia, turismo e meio ambiente, planejar o território para conectar os parques às rotas turísticas nacionais e regionais e ampliar investimentos e incentivos financeiros para infraestrutura, serviços e gestão. Também é fundamental implementar mecanismos modernos de financiamento, fortalecer parcerias e apoiar a formação contínua de gestores, empreendedores e comunidades do entorno, garantindo que o turismo de natureza seja seguro, competitivo e inclusivo. Nesse processo, o desenvolvimento só será verdadeiramente sustentável se fortalecer a nossa identidade cultural e histórica, envolvendo as comunidades do entorno e garantindo a inclusão socioeconômica de quem vive e protege essas regiões.

Todos que assinam esta Carta Manifesto estão juntos e à disposição para contribuir com o desenvolvimento do turismo de natureza no Brasil. As organizações aqui representadas convidam candidatas e candidatos à Presidência da República, aos governos estaduais e ao poder legislativo a incorporarem o turismo de natureza — tendo os Parques do Brasil como seus territórios estratégicos — em seus planos de governo e a assumirem publicamente o compromisso de posicioná-lo como agenda prioritária. Esta é uma agenda capaz de integrar conservação ambiental e desenvolvimento econômico, com impactos concretos na economia e na projeção do Brasil como protagonista mundial em sustentabilidade, ecoturismo e orgulho nacional.

JUNTOS PELOS PARQUES, JUNTOS PELO FUTURO

Rua Amauri, 255, 9º andar
Jardim Europa, São Paulo, SP
CEP: 01448-000

Quer contribuir com a agenda?

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